Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Perplexidade

Porque vivemos? Talvez para morrer.

Porque amamos? Talvez para sofrer.

Porque sentimos? Talvez para doer.

Ou não, talvez tudo isto entra no nosso coração para viver, para amar, para sentir.

Se temos duvidas, e porque pensamos, e então… porque nos chamam doidos? Será por sermos diferentes?

Então porque e que estou a escrever? Porque e que depois de tanto tempo voltei as letras?

Talvez tenha falta de as sentir saborear o meu corpo, despir-me a roupa para me cobrir de sentimentos, conduzir-me para um rio de recordações e banhar-me em momentos… tanto bons, daqueles que nos põem sempre um sorriso doce nos lábios por muitas vezes que pensemos neles… esses ficam cá dentro no coração… dançam, cantam, correm, gritam, mas têm sempre a certeza que no fim do espectáculo, por muitas vezes que suba ao palco, recebe mil ovações, mil palmas, mil flores… tudo por um sorriso…

As vezes dói sorrir. Dói no coração… dói na alma… dói no corpo… como se a pele toda estivesse a esticar ate não poder mais, até arrancar um pedaço de nós…

Mas porque dói? Não devia ser uma coisa boa sorrir? Sorrir não devia fazer o nosso coração pular? Então? Será que o sorriso está estragado? Partiu-se? Perdeu-se no mar das lágrimas? Porque é que dói? Porque é que sinto um aperto no meu coração como se mo estivessem a apertar com toda a força? Quem mo aperta? Serás tu, ó alma de fogo que arde cá dentro num sufoco de prazer indigno de ti que me amarras com tudo o que possuis. Que deitas as mãos aos vivos e que os transformas numa espécie de vida para além da própria vida.

Chegas-te ao pé das almas amaldiçoadas e sussurras-lhe baixinho o que sentes… ris-te!!! Sim, ris-te de tristeza, pois sabes tudo o que o vento e as estrelas te dizem… o amor que sentiste já não esta presente, voou para longe de ti com asas do anjo do inferno. Agora sofres porque nunca mais ouviste o bater das asas, nem viste ao longe a sua sombra, nem sequer o ar a bater-te na cara… sentes apenas um vago sentimento que nem sabes definir, que nem sabes sequer sentir… explode-te a alma por não sentires nada e nada quereres sentir… sabes que estás por aí algures, mas não te encontras… queres ser tudo ao mesmo tempo, mas sabes que não és nada…

Fechas esses olhos e abres os braços, saboreia todo esse mundo que não sentes, e quando sentires o vazio saberás que és algo mais do que tu próprio. Olha para dentro de ti, do teu coração, aí veras um herói que navegou por mares nunca antes navegados. És tu, nada mais… apenas tu…

                                                       Ângela Santos 

publicado por simaofrancisco às 13:47
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