Sábado, 20 de Janeiro de 2007

Simplesmente para alguem

Rabiscos perdidos ao luar,

Palavras incertas quebrando o raiar da manha,

Pois a alva vai baixa,

E o meu mundo cega…

Cega em sonhos, em incertezas,

Em medos insustentáveis!

 

Quis fugir e não consegui,

Quis sentir mas sou pedra,

Sou pedra que a água mole não fura,

Sou pedra teimosa que não aprende.

 

Escrevi o que sentia,

Mas afinal menti,

Menti pois aquilo que rabisquei,

Não chega…

Não chega para o que sinto,

E quando me perguntam o que sinto,

Eu digo que te sinto a ti…

Sinto-te mas longe…

Longe de mim, do mundo…de ti!

 

Aprendi a ser aquilo que mais convinha,

Mas não te agrada, pois não sou assim,

Tentei ser algo que tu gostasses,

Mas tu…

Tu não gostas, não queres, não sentes!

 

Rasguei o meu rabisco, o que escrevi…

Aquele que escrevi para ti,

Pois era mau, era vazio,

E não senti senão um frio!

 

Tentei colar o que rasguei,

Mas não tinha como…

Pois era mau, era vazio,

E nele só te via a ti!

 

 

                                                                                   Simão Francisco

publicado por simaofrancisco às 16:43
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