Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Lopes Graça, Fernando

Nasce a 17 de Dezembro de 1906 em Tomar, onde inicia os estudos de piano.
Em 1924 ingressa no Conservatório Nacional de Lisboa, onde em 1927 é aluno da Classe de Virtuosidade de Viana da Mota.
Em 1931 termina o Curso Superior de Composição. É preso e desterrado para Alpiarça devido ao regime em que se viva na época.
Em 1934 ganha uma bolsa para estudar em França, que lhe é recusada por motivos políticos.
Em 1937 parte para Paris. Estuda com Koechlin Composição e Orquestração. Nesta cidade em 1938 a «Maison de la Culture» (casa da cultura) de Paris encomenda-lhe uma obra: «La fiévre du temps» (ballet-revue). Neste mesmo ano harmoniza uma série de canções populares portuguesas.
Em 1940 ganha o prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical com o 1º Concerto para Piano e Orquestra. E em 1941 Tomás Borba convida-o para professor na Academia de Amadores de Música.
Obtém o prémio do Círculo de Cultura Musical com a «História Trágico-Marítima» (poema de Miguel Torga) em 1942. E em 1944 ganha pela 3ª vez o Prémio de Composição do CCM com a «Sinfonia».
1945, Lopes Graça inicia funções na Comissão Distrital do MUD.
Faz parte do júri do Concurso Internacional Béla Bartók em Budapeste no ano de 1949.
Três anos mais tarde ganha um novo prémio de composição do Círculo de Cultura Musical com a 3ª Sonata para Piano.
Edita com Michel Giacometti, em 1961, o 1º volume da Antologia de Música Regional Portuguesa. Inicia neste mesmo ano o In Memoriam Béla Bartók (8 suites progressivas para piano) que completa em 1975.
Em 1969, Rostropovich interpreta o Concerto de Câmara para violoncelo encomendado a Lopes Graça.
Inicia as publicação das «Obras Literárias» (Editora Cosmos) em 18 volumes no ano de 1973.
No ano seguinte assume a presidência da Comissão para a Reforma do Ensino Musical criada pelo Governo Provisório da Revolução de Abril.
1979 compõe para grande orquestra, solistas e coro o «Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal». E em 1981 recebe o convite do governo húngaro para as Comemorações do Centenário do nascimento de Béla Bartók.
Dá-se no ano de 1993 a audição integral das sonatas e sonatinas para piano (Matosinhos). No ano seguinte faz-se a homenagem no seu 87º aniversário.
Morre na noite de 27 Novembro de 1994 na sua casa na Av. da República, na Parede, junto a Cascais.
publicado por simaofrancisco às 16:50
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