Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

Ministério da Educação vai impor mestrado a professores

«Os professores vão ter de tirar o mestrado para dar aulas, de acordo com as novas regras do Processo de Bolonha que o Governo vai apresentar às universidades e politécnicos, disse o secretário de Estado da Educação.

Em declarações à Rádio Renascença, Valter Lemos disse que o Ministério da Educação vai alterar as regras para a habilitação à docência e apresentá-las às universidades e politécnicos que formam estes profissionais.

«A qualificação de professores vai passar a fazer-se através da formação ao nível do segundo ciclo da formação de Bolonha, ou seja, através do grau de mestre», disse Valter Lemos.

«O primeiro ciclo de formação é designado por licenciatura e o segundo designado por mestrado», disse o responsável.

«O primeiro ciclo de formação tem um mínimo de 180 créditos», corresponde à licenciatura e decorre ao longo de três anos.

O segundo ciclo de formação é o mestrado e pode ir até aos 120 créditos, isto é, ano e meio a dois anos de duração.

Até à introdução das regras de Bolonha uma pessoa apenas poderia tirar um mestrado (duração de dois anos) depois de concluir uma licenciatura (na sua maioria ao longo de cinco anos).

Valter Lemos explicou à RR que «um professor de Matemática tem que ter na licenciatura pelo menos 120 ou mais créditos (que são referência) a Matemática para depois poder fazer o segundo ciclo de formação que é o mestrado e que, esse sim, é profissionalizante».

O secretário de Estado afirmou que «esse ciclo também vai ficar regulado através do número de créditos (ou a percentagem desses créditos) e que são para a prática profissional e para a formação nas áreas didácticas ou pedagógicas e profissionais».

Para o responsável, a regra deverá ser universal, com um conjunto de regras comuns a todos os professores, «sejam eles educadores de infância, professores do 1º ciclo de Matemática ou Educação Física».

«Vamos definir os perfis de docentes que o ministério aceitará como qualificantes, ou seja, quais as áreas e níveis de ensino que nos permitem recrutar professores», disse.

Segundo a Rádio Renascença, depois da consulta às instituições o novo regime será aprovado em Conselho de Ministros e pode vigorar já a partir do próximo ano.

O jornal Público, que avançou hoje a notícia, destaca na sua edição que, com esta alteração, os educadores de infância poderão vir a receber a mesma formação que os professores do 1ºciclo do ensino básico, assim como estes poderão vir a ter o mesmo curso que os do 2º ciclo.

 

Documeto retirado do diário digital do SAPO.

 

publicado por simaofrancisco às 10:55
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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

Sentidos I - por Simão Francisco

Ignorância pura.
Sentimento incrédulo
numa calma inquietante
de uma solidão nebriante.

Sintoma de uma paixão dolorosa,
onde os nossos dois mundos se movimentam
como duas falanges solitárias.

Pura angústia
deslocamento de sentimentos nebriantes
onde a minha paixão cada vez é mais forte!

Amo-te e quero aprender
aprender a respeitar o teu silêncio.

Simão Francisco
publicado por simaofrancisco às 23:17
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Poesia da alma I - por Sofia Alcobia

Neste momento não faço outra coisa, senão olhar para tás, para um passado, que tento esquecer que já foi meu...

Dias e noites que tremi, que a ansiedade me transformava num medo incontrolável e talvez mesmo incontornável.

Já não sei o que esperas de mim, nem mesmo se existes... não sei porque fazes tudo isto.

Pensei que podia ser tudo através de ti, sem ter que me esconder em algo que já não aguento mais. Sei que estás algures por aí, sei o que querias de mim, mas eu não posso ser o que me pedem. Só quero ser eu mesma.

Se existes porque me fazes passar por tudo isto, porque não me deixas sorrir, viver...ou porque não me levas-te primeiro?!

Ando perdida por aí, com medo de pensar, de viver, mas principalmente de perder quem amo. Explica-me que sentimento é este, que não me deixa ir a lado nenhum?!!

Gostava de ser livre, mas nunca te desejei ver partir. Não sei que imagens hei-de guardar de ti, até porque olhando para elas, só vejo despedidas.

Preciso de ti, agora mais do que nunca.

Fiz algumas modificações, novas decorações. Associei várias coisas, encontrei verdades e nada de mentiras.

Quero atenção, talvez faça perguntas a mim mesma...sinto-me a correr sem parar, para obter respostas, mas já não aguento, sinto-me a rebentar...e encontro todas as portas a fecharem-se.

Sinto-me culpada, deixei que te tirassem de mim, sem lutar, mas estava confusa.

O Mundo é confuso, todos dizem que tudo continua...mas onde estás? dizem que com o tempo tudo acalma, então porque cada vez são mais as saudades?

Já não quero mais nada a não ser encontrar-te, quero-te aqui, sentir-te como se fosses real.

Tenho medo...mas fiquei sozinha, onde estás? Diz-me que isto não é real...

Sofremos sim, mas estávamos juntos e agora onde estás, quem me protege?.

Porque se tem que contar o tempo?

Cada passo que dou é à tua procura, deixa-me olhar-te mais uma vez. Dá-me aqule abraço que vindo de ti, não existia mais nada.

Porque não esperas-te por mim? estavas tão feliz!! e partis-te antes de eu chegar.

Eras tudo para mim e estou sozinha...

Sinto-me a morrer de dia para dia, pois sei que estás longe...mas eu só te quero encontrar.

Não me deixes aqui, sabes porquê? porque nada disto me diz algo se tu não estás....

Arracaram-te de mim sem palavras, no mais profundo, negro sentimento.

Não tenho mais nada a dizer...a não ser que prometo nunca esquecer-te (promessa inútil, quando bastava olharmos um para o outro e sabíamos tudo de nós!)

Sinto-me mal



Sofia Alcobia
publicado por simaofrancisco às 20:05
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vale a pena visitar

Este é o blog de um grande amigo meu.
Visitem e deslumbrem-se com um fantástico trabalho de jornalismo e fotografia.

http://castanheiraemnoticia.blogs.sapo.pt/


Caro Sr. Felipe obrigado por me incutir o gosto pela fotografia

Simão Francisco
publicado por simaofrancisco às 18:27
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Natal...época de paz, amor, e ... comércio

Neste momento vocês devem de estar a pensar porque já estar a falar no Natal...

Na verdade não é bem do Natal de que eu venho falar, mas sim fazer uma critica à propaganda comercial que se encontra por trás desta época tão bonita.

Na sociedade actual não se procura nada pelo simples motivo de nos divertirmos, de crescermos como pessoas, de nos darmos aos outros, mas mui pelo contrário...procuramos coisas que nos tragam dinheiro e poder.

Este facto pode constatar-se por exemplo numa época tão marcante como o Natal.

O mais (menos) engraçado à volta deste artigo é que a dois meses do Natal já se encontram lojas enfeitadas com efeitos natalícios, e «penduresas» para «arregalar o olho ao freguês».

Pois é...

Para quem não sabe ( desculpem a ousadia) o Natal está associado ao nascimento de Cristo, à história do «avô Nöel», e também à lenda dos três Reis Magos.

No fundo estas três histórias dão-nos a conhecer uma realidade e uma possibilidade de vida bem diferente daquela em que vivemos hoje.

Primeiramente «o nascimento de Cristo» vêm dizer-nos que não importa a classe social em que nascemos, pois Ele que é filho do Criador... nasceu numa manjedoura...será por isso que vamos deixar de lhe dar crédito?!

Em segundo lugar temos a história do «avô Nöel», que nos conta a história de um velhote que por altura do Inverno vendo as crianças tristes de não poderem brincar na rua constrói-lhes brinquedos em madeira fazendo-lhes assim passar um Inverno em plena alegria. Daqui penso que não necessito de fazer grandes comentários.

E em terceiro lugar temos a lenda dos Reis Magos, que percorrem uma tão longa distância só para dar aquilo que de mais precioso têm a um menino que nasce na manjedoura. Não será este um exemplo de humildade?!

O que é facto é que o espírito natalício cada vez está mais perdido nas caixas registadoras, de tal forma que se perguntarmos a uma criança o que é o natal ela responde de imediato que é a altura em que todos lhe dão prendas. E onde fica o lugar do jantar em família, do contar as histórias antigas...
Quantos de nós sabemos uma história que os nossos avós nos tenham contado?!

Na verdade hoje em dia o Natal é nada mais nada menos que uma simples noite em que damos coisas supérfluas uns aos outros, e ficamos muito chateados quando a nossa prenda é mais pequena que a dos outros...

Na minha opinião está na altura de mudarmos a nossa ideia de Natal e partirmos para a base desta festa o amor partilhado a partir de um processo, em vias de extinção, chamado «relações humanas» (o que é isso, perguntam vocês?!), pois neste momento vivemos o Natal mais à base de «relações monetárias».

Para mim o Natal é nada mais do que isto...
Dar o nosso coração esperando o nada do outro.

O Natal é o momento para (re)começar a sentirmo-nos humanos e não simples porta-moedas ambulantes.

Tenho um desafio para vós...

Neste inicio de «propaganda» natalícia não vamos comprar já os presentes...mas gastemos dinheiro em sorrisos ( que neste momento dá para escolher se queremos à borla ou grátis) e vamos oferece-los não só aos nossos, mas também a todos aqueles que passam por nós na rua, ao velho, ao novo, ao rico, ao pobre, ao bem vestido, ao sujo...afinal Cristo nasceu numa manjedoura!!!

Amigos...

Vamos transformarmo-nos de novo em pessoas, pois acho que seria muito mais interessante cruzar-me com o teu verdadeiro «eu» na rua do que com o teu «porta-moedas».

Boas festas com grandes sorrisos.

Abraço

Simão Francisco
publicado por simaofrancisco às 16:56
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Mini forum de debate sobre o aborto

Caros amigos e visitantes!

Quero fazer-vos um convite.
Tenho a propor um mini debate sobre esta grande polémica que está na baila que é o aborto.

Como participar?!

A ideia é ao comentar deixar ideias e opiniões e depois disso a pessoa que comenta a seguir faz um comentário não só ao artigo como a ideia do outro abrindo assim um mini debate.

Quero pedir-vos que este debate não seja de maneira nenhuma uma tentativa de tentar impor ideias, mas sim de as debater, e claro nunca de uma maneira «leviana».

Na base deste debate vais estar um trabalho que publicarei em breve, pois ainda esta em fase de construção.

Com esperança de que tomem parte neste diálogo.

Simão Francisco

P.S para enviarem trabalhos que gostassem de ver publicados sobre esta polémica podem contatar através do e-mail simaofrancisco@sapo.pt.
Os artigos vão estar sempre idêntificados com os nomes dos autores, e quem não quiser que isto aconteça é só pedir.
Fico à espera.
publicado por simaofrancisco às 16:55
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Razões para escolher a vida

Nota Pastoral do
Conselho Permanente Conferência Episcopal Portuguesa
sobre o referendo ao aborto


«Não podemos, pois, deixar de dizer aos fiéis católicos que devem votar "não" e ajudar a esclarecer outras pessoas sobre a dignidade da vida humana, desde o seu primeiro momento.»

«Nós, os Bispos, não entramos em campanhas de tipo político, mas não podemos deixar de contribuir para o esclarecimento das consciências.»

«Assim enunciamos, de modo simples, as razões para votar "não" e escolher a Vida:»

«1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião. (...) O aborto provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente.»

«2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do "aborto clandestino". (...) A luta contra este drama social deve empenhar todos e passa por um planeamento equilibrado da fecundidade, por um apoio decisivo às mulheres para quem a maternidade é difícil, pela dissuasão de todos os que intervêm lateralmente no processo, frequentemente com meros fins lucrativos.»

«3ª. Não se trata de uma mera "despenalização", mas sim de uma "liberalização legalizada", pois cria-se um direito cívico, de recurso às instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com dinheiro de todos os cidadãos. (...)

As mulheres que passam por essa provação precisam mais de um tratamento social do que penal. Elas precisam de ser ajudadas e não condenadas; foi a atitude de Jesus perante a mulher surpreendida em adultério: "alguém te condenou?... Eu também não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar".»

«4ª. O aborto não é um direito da mulher. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. (...) Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.»

«5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais.

(...)

É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei. Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.»

Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida.



--------------------------------------------------- ----------

1. A Assembleia da República decidiu sujeitar, mais uma vez, a referendo popular o alargamento das condições legais para a interrupção voluntária da gravidez, acto vulgarmente designado por aborto voluntário. Esta proposta já foi rejeitada em referendo anterior, embora a percentagem de opiniões expressas não tivesse sido suficiente para tornar a escolha do eleitorado constitucionalmente irreversível, o que foi aproveitado pelos defensores do alargamento legal do aborto voluntário.

Nós, Bispos Católicos, sentimos perplexidade acerca desta situação. Antes de mais porque acreditamos, como o fez a Igreja desde os primeiros séculos, que a vida humana, com toda a sua dignidade, existe desde o primeiro momento da concepção. Porque consideramos a vida humana um valor absoluto, a defender e a promover em todas as circunstâncias, achamos que ela não é referendável e que nenhuma lei permissiva respeita os valores éticos fundamentais acerca da Vida, o que se aplica também à Lei já aprovada. Uma hipotética vitória do "não" no próximo referendo não significa a nossa concordância com a Lei vigente.

2. Para os fiéis católicos o aborto provocado é um pecado grave porque é uma violação do 5º Mandamento da Lei de Deus, "não matarás", e é-o mesmo quando legalmente permitido.

Mas este mandamento limita-se a exprimir um valor da lei natural, fundamento de uma ética universal. O aborto não é, pois, uma questão exclusivamente da moral religiosa; ele agride valores universais de respeito pela vida. Para os crentes acresce o facto de, na Sua Lei, Deus ter confirmado que esse valor universal é Sua vontade.

Não podemos, pois, deixar de dizer aos fiéis católicos que devem votar "não" e ajudar a esclarecer outras pessoas sobre a dignidade da vida humana, desde o seu primeiro momento. O período de debate e esclarecimento que antecede o referendo não é uma qualquer campanha política, mas sim um período de esclarecimento das consciências. A escolha no dia do referendo é uma opção de consciência, que não deve ser influenciada por políticas e correntes de opinião. Nós, os Bispos, não entramos em campanhas de tipo político, mas não podemos deixar de contribuir para o esclarecimento das consciências. Pensamos particularmente nos jovens, muitos dos quais votam pela primeira vez e para quem a vida é uma paixão e tem de ser uma descoberta.

Assim enunciamos, de modo simples, as razões para votar "não" e escolher a Vida:

1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião. E esta é hoje uma certeza confirmada pela Ciência: todas as características e potencialidades do ser humano estão presentes no embrião. A vida é, a partir desse momento, um processo de desenvolvimento e realização progressiva, que só acabará na morte natural. O aborto provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente.

2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do "aborto clandestino", que acrescenta aos traumas espirituais no coração da mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à precariedade das situações em que consuma esse acto. Não somos insensíveis a esse drama; na confidencialidade do nosso ministério conhecemos-lhe dimensões que mais ninguém conhece. A luta contra este drama social deve empenhar todos e passa por um planeamento equilibrado da fecundidade, por um apoio decisivo às mulheres para quem a maternidade é difícil, pela dissuasão de todos os que intervêm lateralmente no processo, frequentemente com meros fins lucrativos.

3ª. Não se trata de uma mera "despenalização", mas sim de uma "liberalização legalizada", pois cria-se um direito cívico, de recurso às instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com dinheiro de todos os cidadãos.

"Penalizar" ou "despenalizar" o aborto clandestino, é uma questão de Direito Penal. Nunca fizemos disso uma prioridade na nossa defesa da vida, porque pensamos que as mulheres que passam por essa provação precisam mais de um tratamento social do que penal. Elas precisam de ser ajudadas e não condenadas; foi a atitude de Jesus perante a mulher surpreendida em adultério: "alguém te condenou?... Eu também não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar".

Mas nem todas as mulheres que abortam estão nas mesmas circunstâncias e há outros intervenientes no aborto que merecem ser julgados. É que tirar a vida a um ser humano é, em si mesmo, criminoso.

4ª. O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender.

5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais. O respeito pela vida é o principal fundamento da ética, e está profundamente impresso na nossa cultura. É função das leis promoverem a prática desse respeito pela vida. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei. Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.

3. Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida. E encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer.

Lisboa, 19 de Outubro de 2006
publicado por simaofrancisco às 16:54
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A Dualidade dos Meios de Comunicação

Um meio de comunicar é normalmente entendido por algo que nos deixa entrar em contacto com o outro, ou seja, os meios de comunicação vão-nos permitir entrar em contacto com o outro.

Basicamente na nossa sociedade existem cinco meios de comunicação que são o jornal, o telemóvel, a televisão, o rádio e a Internet.

Agora será que estes meios de comunicação serão bons ou maus para a nossa vida?
Ora cá está a dualidade de que se fala no titulo.

Por um lado os meios de comunicação são muitos bons, isto porque nos permitem entrar em contacto a toda a hora seja com quem for, da maneira mais extraordinária possível, por exemplo há muito pouco tempo atrás era impensável poder comunicar com alguém à distância podendo ver a pessoa do outro lado!!!
Também era inconcebível poder saber o que se passava no outro lado do mundo num simples carregar do botão do comando da televisão, ou num simples click de rato na Internet…

Por outro lado estes meios estão a transformar-se em simples células cancerígenas que nos vão tomando e tornando, desculpem a expressão, burros com palas.

Neste momento tudo nos é incutido pelos meios de comunicação. As nossas opiniões, as nossas maneiras de agir, de vestir, enfim de viver. Já imaginaram o que era o mundo cheio de «Zé-milhos» por tudo o que é canto ou «Floribelas» a sonhar com príncipes atrás das árvores…o que é facto é que a brincar podemos estar a dizer verdades pois os miúdos de hoje fazem tudo o que vêm na televisão, e neste caso concreto falo por exemplo de programas como «morangos com açúcar», «Floribela» entre muitos outros que empanturram a cabeça dos miúdos tornando-os estereotipados entre si.

E esta é a parte má dos meios de comunicação.

Por exemplo, já viram a facilidade com que os jornalistas nos fazem ter a opinião que eles querem? Vejamos…ao fazerem esta pergunta «não é da opinião que o primeiro ministro se deve demitir?» isto dito numa fracção de segundos leva-nos a responder que sim, pois esta é a resposta esperada pelo astucioso jornalista, mas se em vez de fazer a pergunta desta maneira tivesse sido feita desta forma «o que acha do pedido de demissão feita ao primeiro ministro?» é claro que aqui estão criadas todas as condições para que possamos dar uma resposta que achamos a indicada segundo o nosso pensamento. Há que salientar que nem todos os jornalistas são assim, e eu sei porque tenho grandes amigos que são jornalistas!

Outro facto que está a acontecer com os meios de comunicação, é que ficamos muito mais deprimidos se ficarmos sem telemóveis ou sem «net» do que se perdermos um amigo, e mesmo a analogia sendo um pouco pesada é verdade.

Para mim os meios de comunicação que estão mais deturpados são a televisão e a Internet.

A televisão pelo simples facto de todos os dias nos bombardear com novelas e programas «estúpidos» e com títulos de «belíssimos programas».
Até mesmo o telejornal que se apresenta como uma informação séria já não o é, visto hoje em dia os jornalistas (há que realçar mais uma vez que nem todos) muitas vezes não nos apresentam as coisas como elas se passaram mas simplesmente como as pessoas querem que as digam, isto é, o que actualmente chama a atenção às pessoas não são coisas boas que aconteçam, mas sim catástrofes e mortes.

Por sua vez a Internet tem muita coisa por onde escolher, e a partir desse momento somos nós que temos que saber aquilo que queremos.

E neste ponto surge-me uma pergunta a que eu não darei resposta: Será que a culpa é de quem nos dá as noticias?

Pois é…

Para acabar este pequeno texto expositivo-argumentativo quero dizer-vos que não podemos deixar que os meios de comunicação vivam a nossa vida por nós, pois assim «já não seríamos nós a viver mas os meios de comunicação a viver em nós».

Minha gente aproveitem estes dons que Deus nos deu para evoluirmos e não para nos tornarmos simples máquinas análogas entre si.
Como o ditado diz «se não os consegues vencer junta-te a eles», isto é, em vez de vermos um exemplo de vida nos maus exemplos trazidos pelos meios de comunicação, vejamos neles um exemplo daquilo que não se deve de fazer, e peguemos nos bons para nos tornarmos pessoas melhores!!!

E já agora esta noite vão beber um café com os vossos amigos, com as vossas famílias e deixem lá os contos de fadas e afins…

Sejam felizes por vocês próprios e aos jornalistas peço que tentem dignificar o trabalho que fazem, pois por vezes pelo vosso mau trabalho muitos bons jornalistas pagam «as favas».

Até já

Simão Francisco
publicado por simaofrancisco às 16:52
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Festa dos Tabuleiros - Tradição histórica de Tomar

A Festa dos tabuleiros é uma das festas mais ricas tanto em beleza como em história em todo o pais.

Esta festa que oferece tão grande fama à linda cidade de Tomar remonta ás festas do imperador, instituídas por D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, como um complemento ao culto do Espírito Santo.

Contudo a festa também tem o seu lado pagão...

Esta invoca também práticas ancestrais de entrega de primícias das colheitas aos deuses e de celebração da fertilidade da terra.

Recuando um pouco no tempo...

Tomar era sede Templária, e a ordem do templo foi ao longo dos tempos acusada pela inquisição de desvios doutrinários, senão de heresia, até ser extinta pelo Papa Clemente V em 1307.

Os símbolos apelativos ao Espírito Santo estão bem representados no alto do tabuleiro que as raparigas transportam no cortejo, sempre apoiadas pelo rapaz a seu lado.

O tabuleiro contem no topo a pomba representativa do Espírito Santo ou em vez disto uma cruz dos templários, logo abaixo vem a coroa e depois estão as canas que acabam numa cesta de vime. Nestas canas são colocados os pães e as espigas. Aos pães eram atribuídas virtudes milagrosas.

No século passado encontram-se referências ás festas do Espírito Santo, e até 1895 fazia-se o cortejo anual à sexta-feira, por alturas do dia 20 de Junho.

Depois em 1914 passou a fazer-se ao domingo.

A antiga tradição do sacrifício dos bois, cuja carne no final seria distribuída por todos ( como acontecia no penedo, após a tourada à corda), manteve-se até 1895.

A partir de 1966 os bois do Espírito Santo voltaram ao cortejo, contudo apenas com uma função simbólica.

Hoje em dia a festa realiza-se de quatro em quatro anos. Esta anima as ruas da cidade durante três dias sendo visitada por turistas de todos os cantos do mundo.

Durante os dias que antecedem esta festa, os moradores de diversas ruas organizam-se para as decorar com vista à obtenção do prémio da rua mais bonita, num concurso que se realiza no primeiro dia da festa, sexta-feira à noite.

O ponto alto da festa é no Domingo, com o cortejo dos tabuleiros a percorrer as ruas da cidade e que se inicia na Praça da República em frente à Câmara Municipal.

Por isso amigos estão todos convidados a participar nesta linda festa.

Na altura oportuna indicarei as datas dos festejos.

A cidade de Tomar espera por vós.

Simão Francisco
publicado por simaofrancisco às 16:51
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Lopes Graça, Fernando

Nasce a 17 de Dezembro de 1906 em Tomar, onde inicia os estudos de piano.
Em 1924 ingressa no Conservatório Nacional de Lisboa, onde em 1927 é aluno da Classe de Virtuosidade de Viana da Mota.
Em 1931 termina o Curso Superior de Composição. É preso e desterrado para Alpiarça devido ao regime em que se viva na época.
Em 1934 ganha uma bolsa para estudar em França, que lhe é recusada por motivos políticos.
Em 1937 parte para Paris. Estuda com Koechlin Composição e Orquestração. Nesta cidade em 1938 a «Maison de la Culture» (casa da cultura) de Paris encomenda-lhe uma obra: «La fiévre du temps» (ballet-revue). Neste mesmo ano harmoniza uma série de canções populares portuguesas.
Em 1940 ganha o prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical com o 1º Concerto para Piano e Orquestra. E em 1941 Tomás Borba convida-o para professor na Academia de Amadores de Música.
Obtém o prémio do Círculo de Cultura Musical com a «História Trágico-Marítima» (poema de Miguel Torga) em 1942. E em 1944 ganha pela 3ª vez o Prémio de Composição do CCM com a «Sinfonia».
1945, Lopes Graça inicia funções na Comissão Distrital do MUD.
Faz parte do júri do Concurso Internacional Béla Bartók em Budapeste no ano de 1949.
Três anos mais tarde ganha um novo prémio de composição do Círculo de Cultura Musical com a 3ª Sonata para Piano.
Edita com Michel Giacometti, em 1961, o 1º volume da Antologia de Música Regional Portuguesa. Inicia neste mesmo ano o In Memoriam Béla Bartók (8 suites progressivas para piano) que completa em 1975.
Em 1969, Rostropovich interpreta o Concerto de Câmara para violoncelo encomendado a Lopes Graça.
Inicia as publicação das «Obras Literárias» (Editora Cosmos) em 18 volumes no ano de 1973.
No ano seguinte assume a presidência da Comissão para a Reforma do Ensino Musical criada pelo Governo Provisório da Revolução de Abril.
1979 compõe para grande orquestra, solistas e coro o «Requiem pelas vítimas do fascismo em Portugal». E em 1981 recebe o convite do governo húngaro para as Comemorações do Centenário do nascimento de Béla Bartók.
Dá-se no ano de 1993 a audição integral das sonatas e sonatinas para piano (Matosinhos). No ano seguinte faz-se a homenagem no seu 87º aniversário.
Morre na noite de 27 Novembro de 1994 na sua casa na Av. da República, na Parede, junto a Cascais.
publicado por simaofrancisco às 16:50
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